Manual da Igreja


 

Manual Online

 

DECLARAÇÃO HISTÓRICA

Prefácio
Cristianismo Histórico
União de Grupos de Santidade
Novos Adicionamentos
Rumo a uma Igreja Global

 

PACTO DE CONDUTA CRISTÃ

A Vida Cristã
Casamento e Divórcio e/ou Dissolução do Casamento
Santidade da Vida Humana
Sexualidade Humana
Mordomia Cristã
Oficiais da Igreja
Regras de Ordem
Emenda do Pacto de Conduta Cristã
Doação de Órgãos
Discriminação
Abuso de Desprotegidos
Responsabilidade para com o Pobre
Mulheres no Ministério
A Igreja e a Liberdade Humana
Guerra e Serviço Militar
Criação
Evidência do Batismo com o Espírito Santo
Pornografia

CONSTITUIÇÃO DA IGREJA

Preâmbulo
O Deus Trino
Jesus Cristo
O Espírito Santo
As Escrituras Sagradas
Pecado, Original e Pessoal
Expiação
Graça Preveniente
Arrependimento
Justificação, Regeneração e Adoção
Inteira Santificação
A Igreja
Batismo
A Ceia do Senhor
Cura Divina
Segunda Vinda de Cristo
Ressurreição, Juízo e Destino
A Igreja Universal
As Igrejas Individuais
A Igreja do Nazareno
Declaração de Fé Convencionada
As Regras Gerais
Forma de Governo
Igrejas Locais
Assembléias Distritais
A Assembléia Geral
Emendas

 

 

PREFÁCIO

“A missão da Igreja do Nazareno é responder à Grande Comissão de Cristo ir e fazer discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). “O objetivo primário da Igreja do Nazareno é avançar o Reino de Deus através da preservação e propagação da santidade cristã, como explícitas nas Escrituras”. “Os objetivos críticos da Igreja do Nazareno são ‘a santa
comunhão cristã, a conversão de pecadores, a inteira santificação dos crentes, a sua edificação em santidade e a simplicidade e o poder espiritual manifestos na primitiva Igreja do Novo Testamento, juntamente com a pregação do Evangelho a toda a Criatura.’” (25).

A Igreja do Nazareno existe com o fim de servir como instrumento para o avanço do Reino de Deus, através da pregação e ensino do Evangelho por todo o mundo. A nossa bem definida comissão é a de preservar e propagar a santidade cristã tal como explícita nas Escrituras, através da conversão de pecadores, da redenção de apostatados e da inteira santificação dos crentes. Nosso objetivo é de ordem espiritual, a saber, evangelizar como resposta à Grande Comissão do nosso Senhor: “Ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19; ver também João 20:21; Marcos 16:15). Cremos que este alvo pode ser alcançado através dum governo e práticas, incluindo posições doutrinárias respeitantes à fé e padrões de moralidade e de estilo de vida testados pelo tempo. Esta edição do Manual de 2005-2009 contém uma breve declaração histórica da igreja; a Constituição da igreja que define os nossos Artigos de Fé, a nossa compreensão da igreja, o Pacto do Caráter Cristão para um viver santo e os princípios de organização e governo; o Pacto de Conduta Cristã, que trata de assuntos prementes da sociedade contemporânea; e regras respeitantes ao governo da igreja, abordando sua organização a nível local, distrital e geral.

A Assembléia Geral é o corpo supremo na formulação de doutrinas e leis da Igreja do Nazareno. Este Manual contém decisões e pareceres dos delegados ministeriais e leigos
presentes à Vigésima Sexta? Assembléia Geral, que se reuniu em Indianápolis, Indiana, E.U.A., de 26 a 30 de Junho de 2005, e é, desse modo, a autoridade como guia para ação. Por ser a afirmação oficial da fé e prática da igreja e consistente com os ensinamentos das Escrituras, esperamos que o nosso povo, em toda a parte, aceite os princípios de doutrina bem como as diretrizes e ajudas para um viver santo nele contidos.

Negligenciá-los, após tomar formalmente votos de membro na Igreja do Nazareno, macula o testemunho da igreja, viola a sua consciência e dissipa a comunhão do povo que se chama nazareno. O governo da Igreja do Nazareno é distinto. Na sua constituição é representativo – nem puramente episcopal nem totalmente congregacional. Por desfrutarem, leigos e ministros, da mesma autoridade nos corpos deliberativos e legislativos da igreja, existe um equilíbrio desejado e efetivo na distribuição de poderes. Vemos nisto não apenas uma oportunidade para participação e serviço na igreja mas também uma obrigação tanto da parte de leigos como de ministros. Consagração e propósitos claros são importantes. Mas um povo inteligente e informado que segue práticas e procedimentos com os quais está de pleno acordo, faz avançar o Reino mais rapidamente e realça o seu testemunho de Cristo.

Portanto, é dever dos nossos membros familiarizarem-se com este Manual – a história da igreja bem como a doutrina e práticas éticas do nazareno ideal. A aderência às regras de procedimento contidas nestas páginas nutrirá lealdade e fidelidade tanto a Deus como à igreja e incrementará a eficiência de nossos esforços espirituais. Tendo a Bíblia como Guia supremo, iluminados pelo Espírito Santo e tendo o Manual como nossa afirmação oficial e conjunta de fé, conduta e governo, encaramos o novo quadriênio com júbilo e fé inabalável em Jesus Cristo.

A Junta de Superintendentes Gerais
JAMES H. DIEHL JESSE C. MIDDENDORF
PAUL G. CUNNINGHAM NINA G. GUNTER
JERRY D. PORTER J.K. WARRICK


Cristianismo Histórico

Uma Fé Santa. Desde os seus começos, a Igreja do Nazareno tem-se confessado um ramo da igreja “única, santa, universal e apostólica”, e tem procurado ser fiel a ela. Confessa como sua própria história a do povo de Deus registrada no Antigo e no Novo Testamentos, e a mesma história tal como ela se tem estendido dos dias dos apóstolos aos nossos tempos. Como seu próprio povo, ela abarca o povo de Deus através das idades, os redimidos através de Jesus Cristo, em qualquer expressão de uma igreja na qual estes possam ser encontrados. Ela aceita os credos ecumênicos dos cinco primeiros séculos cristãos como expressões da sua própria fé. Enquanto a Igreja do Nazareno vai respondendo a sua chamada especial de proclamar a doutrina e a experiência da inteira santificação, ela tem tido o cuidado de reter e fomentar identificação com a igreja histórica, em sua pregação da Palavra, na sua administração dos sacramentos, sua preocupação de promover e manter um ministério que seja genuinamente apostólico na fé e na prática, bem como ao inculcar as disciplinas dum viver semelhante ao de Cristo e no serviço a outros.

O Avivamento Wesleyano. Esta fé cristã tem sido facultada aos nazarenos através de correntes religiosas históricas e, particularmente, através do reavivamento Wesleyano ocorrido no século XVIII. Nos anos a partir de 1730 deu-se o Reavivamento Evangélico mais vasto na Grã-Bretanha, liderado principalmente por João Wesley, seu irmão Carlos e por Jorge Whitefield, clérigos da Igreja da Inglaterra. Através da instrumentalidade destes, muitos outros homens e mulheres abandonaram o pecado e foram cheios de poder para o serviço de Deus. Caracterizou-se este movimento pela pregação de leigos, testemunho, disciplina e círculos de discípulos dedicados, conhecidos por “sociedades”, “classes” ou “bandos”. Como movimento de vida espiritual, seus antecedentes incluíram o Pietismo Alemão, tipificado por Philip Jacob Spener; o Puritanismo Inglês do século
XVII; e o despertamento espiritual na Nova Inglaterra descrito pelo pastor-teólogo Jonathan Edwards. A fase Wesleyana do grande reavivamento caracterizou-se por três marcos teológicos: regeneração pela graça, através da fé; perfeição cristã, ou santificação, também pela graça através da fé; e o testemunho do Espírito quanto à certeza da graça. Entre as contribuições distintas de João Wesley achava-se uma ênfase à inteira santificação nesta vida, como provisão graciosa de Deus ao cristão. Os empreendimentos missionários primitivos do Metodismo Britânico começaram a disseminar estas ênfases teológicas através do mundo. Na América do Norte, a Igreja Metodista Episcopal foi
organizada em 1784. O seu propósito declarado foi “reformar o Continente e espalhar a santidade escriturística sobre estas terras”.

O Movimento de Santidade do Século XIX. No século XIX começou no Leste dos Estados Unidos e se espalhou pela nação uma renovada ênfase à santidade cristã. Timóteo Merritt, clérigo metodista e editor-fundador do Guia da Perfeição Cristã, esteve entre os líderes deste reavivamento de santidade. A figura central do movimento foi Phoebe Palmer, da cidade de Nova Iorque, líder da Reunião da Terça-Feira para a Promoção da Santidade, na qual bispos, educadores e outros clérigos metodistas se juntaram ao grupo original de senhoras em busca de santidade. Ao longo de quatro décadas, a Sra. Palmer promoveu a fase metodista do movimento de santidade, através de palestras públicas, escritos e também como editora do Guia para a Santidade. O reavivamento de santidade alastrou-se para além das fronteiras do Metodismo. Charles F. Finney e Asa Mahan, ambos do Colégio Oberlin, lideravam a renovada ênfase à santidade nos círculos presbiterianos e congregacionalistas, tendo feito o mesmo o avivador William Boardman. O evangelista batista A. B. Earle esteve entre os líderes do movimento de santidade dentro da sua denominação. Hannah Whitall Smith, uma quaquer e avivadora popular do movimento de santidade, publicou O Segredo Cristão duma Vida Feliz (1875), um texto clássico sobre a espiritualidade cristã.

Em 1867 os ministros metodistas John A. Wood, John Inskip e outros começaram, em Vineland, Nova Jersey, a primeira de uma longa série de reuniões nacionais de avivamento. Também organizaram nessa altura a Associação Nacional de Encontros de Avivamento para a Promoção de Santidade, comumente conhecida como Associação Nacional (hoje, Associação de Santidade (Cristã). Até aos primeiros anos do século XX, esta organização patrocinou reuniões de santidade através dos Estados Unidos. Surgiram também associações locais e regionais de santidade e uma imprensa vital de santidade publicou muitos periódicos e livros. O testemunho prestado à santidade cristã desempenhou funções de diversos significados na fundação da Igreja Metodista Wesleyana (1843), da Igreja Metodista Livre (1860) e, na Inglaterra, do Exército da Salvação (1865). Nos anos de 1880 desabrocharam novas igrejas distintivamente de santidade, incluindo a Igreja de Deus (Anderson, Indiana) e a Igreja de Deus (Santidade). Várias outras tradições religiosas foram também influenciadas pelo movimento de santidade, incluindo certos grupos Menonitas, Irmãos e Amigos que adotaram o ponto de vista wesleyano quanto à inteira santificação. Os Irmãos na Igreja de Cristo e a Aliança Evangélica de Amigos são exemplos desta fusão de tradições espirituais.


União de Grupos de Santidade

Nos anos de 1890 despontou uma nova onda de grupos de santidade independentes. Estes incluíram igrejas independentes, missões urbanas, casas de socorro a necessitados e associações missionárias e evangelísticas. Alguns entre o povo envolvido nestas organizações suspiravam por uma união que produzisse uma igreja nacional de santidade. Desse impulso nasceu o
que é hoje a Igreja do Nazareno. A Associação de Igrejas Pentecostais da América. A 21 de Julho de 1887, organizou-se a
Igreja Evangélica do Povo, com 51 membros, em Providence, Rhode Island, tendo como pastor Fred A. Hillery. No ano seguinte foi organizada a Igreja Missão, em Lynn, Massachusetts, tendo C. Howard Davis como pastor. Nos dias 13 e 14 de Março de 1890, representantes destes grupos e de outras congregações de santidade independentes reuniram-se em Rock, Massachusetts, e organizaram a Associação Central Evangélica de Santidade, com igrejas em Rhode Island, New Hampshire e Massachusetts. Em 1892, a Associação Central Evangélica de Santidade ordenou Anna S. Hanscombe. Crê-se que ela foi a
primeira de muitas mulheres ordenadas para o ministério cristão nas congregações que se uniram para formar a Igreja do Nazareno. Em Janeiro de 1894, o comerciante William Howard Hoople fundou uma missão em Brooklyn, reorganizada em Maio seguinte como o Tabernáculo Pentecostal da Avenida Utica.

No fim do ano seguinte foram também organizadas a Igreja Pentecostal da Avenida Bedford e o Tabernáculo Pentecostal Emanuel. Em Dezembro de 1895, delegados destas três congregações adotaram uma constituição, um sumário de doutrinas e legislação, formando a Associação de Igrejas Pentecostais da América. A 12 de Novembro de 1896, reuniu-se em Brooklyn um comitê conjuntamente formado pela Associação Central Evangélica de Santidade e pela Associação de Igrejas Pentecostais da América, e traçou um plano de união, retendo para o corpo assim unido o nome do último destes dois grupos.
Entre os obreiros proeminentes nesta denominação contavam-se Hiram F. Reynolds, H. B. Hosley, C. Howard Davis, William Howard Hoople e, mais tarde, E. E. Angell. Alguns destes eram originalmente pregadores leigos que mais tarde foram ordenados pelas suas congregações. Esta igreja foi marcadamente missionária e, sob a liderança de Hiram F. Reynolds, secretário  missionário, empenhou-se num ambicioso programa de testemunho cristão nas Ilhas de Cabo Verde, na Índia e em outros lugares. Chamava-se The Beulah Christian o seu periódico oficial.

A Igreja de Cristo de Santidade.
Em Julho de 1894, R. L. Harris organizou a Igreja de Cristo do Novo Testamento, em Milan, Tennessee, pouco antes da sua morte. Mary Lee Cagle, viúva de R. L. Harris, continuou o trabalho e tornou-se seu líder primitivo mais proeminente. A igreja, estritamente congregacional em seu regulamento, espalhou-se através de Arkansas e do Texas ocidental, com esparsas congregações em Alabama e Missouri. Mary Cagle e uma cooperadora, a Sra. E. J. Sheeks, foram ordenadas em 1899, na primeira classe de candidatos à ordenação. A partir de 1888, um punhado de congregações rotuladas como Igreja de Santidade foram organizadas no Texas pelos ministros Thomas e Dennis Rogers, vindos da Califórnia. Em 1901 formou-se em Van Alstyne, Texas, a primeira congregação da Igreja Independente de Santidade, por Charles B. Jernigan. Logo do princípio, James B. Chapman afiliou-se a esta denominação, a qual prosperou e cresceu rapidamente. Com a passagem do tempo, as congregações lideradas por Dennis Rogers se afiliaram à Igreja Independente de Santidade. Em Novembro de 1904, representantes da Igreja de Cristo do Novo Testamento e da Igreja Independente de Santidade reuniram-se em Rising Star, Texas, onde chegaram a acordo sobre princípios de união, adotaram um Manual e escolheram o nome de Igreja de Cristo de Santidade. Esta união foi finalizada no ano seguinte, num conselho geral reunido com delegados em Pilot Point, Texas. A publicação oficial da igreja intitulava-se Holiness Evangel. Outros ministros proeminentes deste grupo incluíam William E. Fisher, J. D. Scott e J. T. Upchurch. Entre seus leigos de maior destaque achavam-se Edwin H. Sheeks, R.B. Mitchum e a Sra. Donie Mitchum.

Vários líderes desta igreja foram ativos na Associação de Santidade de Texas, um corpo interdenominacional vital que patrocinava um colégio em Peniel, próximo de Greenville, Texas. A associação também patrocinava o Pentecostal Advocate, a
publicação de santidade de maior relevo no Sudeste, que viria a ser órgão nazareno, em 1910. Foram obreiros proeminentes nesta organização o ministro E. C. DeJernett e o leigo C. A. McConnell. A Igreja do Nazareno. Em Outubro de 1895, Phineas F.Bresee, doutor em divindade, e Joseph P. Widney, médico, com cerca de 100 outras pessoas, incluindo Alice P. Baldwin, Leslie F. Gay, W. S. e Lucy P. Knott, C. E. McKee, bem como membros das famílias Bresee e Widney, organizaram a Igreja do Nazareno, em Los Angeles. Desde o princípio, viram esta igreja como a primeira duma denominação que pregava a realidade da inteira santificação recebida pela fé em Cristo. Mantiveram que os cristãos santificados pela fé devem seguir o exemplo de Cristo e pregar o evangelho ao pobre. Sentiram-se especialmente chamados para este trabalho. Eles criam que o refinamento e adornos desnecessários das casas de culto não representavam o espírito de Cristo mas antes o espírito do mundo, e que seus investimentos de tempo e dinheiro deviam fazer-se a ministérios que refletissem Cristo, para salvação de almas e socorro ao necessitado. Eles organizaram desta forma a igreja.

Adotaram regras gerais, uma declaração de fé, uma estrutura baseada numa superintendência limitada, princípios para a consagração de diaconisas e a ordenação de presbíteros, bem como um ritual. Todos estes foram publicados como um Manual, começando em 1898. Publicaram um jornal intitulado The Nazarene (O Nazareno) e, depois, The Nazarene Messenger (O Mensageiro Nazareno). A Igreja do Nazareno expandiu-se principalmente ao longo da Costa Ocidental, tendo congregações espalhadas a leste das Montanhas Rochosas, até Illinois.
Entre os ministros que se agregaram à nova igreja contavam-se H. D. Brown, W. E. Shepard, C. W. Ruth, L. B. Kent, Isaiah Reid, J. B. Creighton, C. E. Cornell, Robert Pierce e W. C. Wilson. Entre os primeiros a serem ordenados, contavam-se o próprio Joseph P. Widney, Elsie e DeLance Wallace, Lucy P. Knott e E. A. Girvin.
Os 38 anos de experiência que teve Phineas F. Bresee, como pastor, superintendente, editor, membro da junta de colégio e pregador em reuniões públicas de avivamento no Metodismo, adicionados à sua característica personalidade magnética, entraram no esmerado aprumo eclesiástico que ele trouxe à união de diferentes igrejas de santidade num só corpo nacional.
O Ano da União: 1907-1908. A Associação de Igrejas Pentecostais da América, a Igreja do Nazareno e a Igreja de Cristo de Santidade foram levadas a uma associação mútua por C. W. Ruth, superintendente geral assistente da Igreja do Nazareno, que tinha extensos laços de amizade através do movimento Wesleyano de Santidade. Delegados da Associação de Igrejas
Pentecostais da América e da Igreja do Nazareno reuniram-se em assembléia geral, em Chicago, de 10 a 17 de Outubro de 1907. Os grupos em processo de união concordaram quanto a um governo da igreja que equilibrava a necessidade de uma
superintendência com a independência de congregações locais.

Competia aos superintendentes nutrir e cuidar de igrejas já organizadas e estimular a organização de igrejas em toda a parte, mas a sua autoridade não devia interferir com as ações independentes de uma igreja totalmente organizada. Além disso, a Assembléia Geral adotou um nome para o corpo resultante de ambas as organizações: a Igreja Pentecostal do Nazareno. Phineas F. Bresee e Hiram F. Reynolds foram eleitos superintendentes gerais. Esteve presente e participou no trabalho da
assembléia uma delegação de observadores da Igreja de Cristo de Santidade. Durante o ano seguinte, ocorreram dois novos adicionamentos. Em Abril de 1908, P. F. Bresee organizou a congregação da Igreja Pentecostal do Nazareno em Peniel, Texas, que trouxe à igreja figuras proeminentes da Associação de Santidade do Texas e abriu a porta de entrada a outros membros. Em Setembro, a Conferência de Santidade da Igreja Cristã de Pensilvânia, uma vez recebida a dispensa que lhe foi concedida pela sua Conferência Geral, dissolveu-se e, sob liderança de H. G. Trumbaur, uniu-se à Igreja Pentecostal do Nazareno. A segunda Assembléia Geral da Igreja Pentecostal do Nazareno reuniu-se em sessão conjunta com o Conselho Geral da Igreja de Cristo de Santidade, de 8 a 14 de Outubro de 1908, em Pilot Point, Texas. O ano do processo de união culminou na manhã de terça-feira, 13 de Outubro, quando R. B. Mitchum apresentou e C. W. Ruth secundou a proposição: “Que a união das duas igrejas seja agora consumada”. Vários discursaram a favor da moção. Phineas Bresee tinha-se esforçado continuamente para o alcance deste almejado fim. Às 10:40 horas, em ambiente de grande entusiasmo, a moção para a união foi adotada,de pé, por um voto unânime do povo. A Denominação Muda de Nome. A Assembléia Geral de 1919, em resposta a memoriais de 35
distritos de assembléia, mudou oficialmente o nome da organização, para Igreja do Nazareno, em vista do novo sentido que fora associado ao termo “Pentecostal”.

 

Novos Adicionamentos

Depois de 1908 vários outros corpos se uniram à Igreja do Nazareno: A Missão Pentecostal. Em 1898, J. O. McClurkan, um evangelista presbiteriano de Cumberland, liderou na formação da Aliança Pentecostal, em Nashville, de que resultou a fusão
do povo de santidade do Tennessee e estados adjacentes. Este corpo tinha um acentuado espírito missionário, tendo enviado pastores e professores a Cuba, Guatemala, México e Índia. McClurkan faleceu em 1914. Esse grupo, então conhecido como Missão Pentecostal, uniu-se à Igreja Pentecostal do Nazareno em Novembro de 1915. Igreja Pentecostal da Escócia. Em 1906, George Sharpe, da Igreja Congregacional de Parkhead, Glasgow, foi expulso do seu púlpito por pregar a doutrina wesleyana da santidade cristã. Oitenta membros que saíram com ele formaram, imediatamente, a Igreja Pentecostal de Parkhead. Outras congregações foram organizadas e, em 1909, formou-se a Igreja Pentecostal da Escócia. Este corpo uniu-se à Igreja  entecostal do Nazareno em Novembro de 1915. Associação de Leigos de Santidade. A Associação de Leigos de Santidade foi formada sob
S. A. Danford, em 1917, em Jamestown, Dakota do Norte, para servir a causa do avivamento da santidade wesleyana nas Dakotas, Minnesota e Montana.

Este grupo tinha um periódico intitulado O Leigo de Santidade. J. G. Morrison foi eleito presidente em 1919 e liderou uma organização que contava mais de 25 outros evangelistas e obreiros. Em 1922, Morrison, com a maior parte dos obreiros e mais de
1.000 membros, uniu-se à Igreja do Nazareno. Associação de Fé Missionária Hephzibah. Este corpo missionário, centralizado em Tabor, Iowa, organizado em 1893 por Elder George Weavers, enviou subsequentemente mais de 80 obreiros a mais de meia dúzia de países. Por volta de 1950, o trabalho em Tabor, a missão Sul Africana e outras partes da organização se uniram à Igreja do Nazareno. Missão Internacional de Santidade. David Thomas, homem de negócios e pregador leigo, fundou a Missão de Santidade, em Londres, no ano de 1907. Sob a liderança de David Jones, desenvolveu-se extensivo trabalho missionário na parte Sul da África, tendo recebido a igreja um novo nome em 1917: Missão Internacional de Santidade. Uniu-se à Igreja do Nazareno a 29 de Outubro de 1952, com 28 igrejas e mais de 1.000 membros na Inglaterra sob a superintendência de J. B. Maclagan, bem como um trabalho liderado por 36 missionários na África.

Igreja de Santidade do Calvário. Em 1934, Maynard James e Jack Ford, que dirigiam o esforço evangelístico itinerante (ou “trekking”) na Missão Internacional de Santidade, formaram a Igreja de Santidade do Calvário. A 11 de Junho de 1955, efetuou-se a união com a Igreja do Nazareno, trazendo à denominação cerca de 22 igrejas e mais de 600 membros. A adição da
Missão Internacional de Santidade e da Igreja de Santidade do Calvário consumou-se, em grande parte, graças à visão e aos esforços do superintendente distrital George Frame. Igreja de Obreiros do Evangelho do Canadá. Organizada em Ontário por Frank Goff, em 1918, esta igreja surgiu dum grupo anterior chamado Obreiros de Santidade. Uniu-se à Igreja do Nazareno, a 7 de Setembro de 1958, adicionando cinco igrejas e cerca de 200 membros ao Distrito Central Canadiano. Igreja do Nazareno (Nigéria). Nos anos de 1940 organizou-se na Nigéria, sob liderança indígena, uma igreja wesleyana de santidade. Adotou o nome de Igreja do Nazareno, derivando em parte as suas crenças doutrinais e o próprio nome dum Manual da Igreja do Nazareno Internacional. Sob a liderança de Jeremiah U. Ekaidem, uniu-se a esta a 3 de Abril de 1988. Formou-se um novo distrito com 39 igrejas e 6.500 membros.

 

Rumo a uma Igreja Global

Desde os seus princípios, a Igreja do Nazareno teve uma dimensão internacional. Por altura da assembléia da união, reunida em 1908, nazarenos serviam e testificavam não só na América do Norte mas também como missionários no México, nas Ilhas de Cabo Verde, na Índia, no Japão e na África do Sul — testemunho vivo do impacto do movimento de missões do século XIX sob os corpos religiosos que formaram a Igreja do Nazareno do presente. A expansão rumo a novas áreas do mundo começou na Ásia, em 1898, pela Associação de Igrejas Pentecostais da América. A Missão Pentecostal esteve ativa na América Central por cerca de 1900, nas Caraíbas em 1902 e na América do Sul, em 1909. Na África, os missionários que ali se encontravam ativos em 1907 foram mais tarde reconhecidos como missionários da denominação. Subseqüente extensão na área Austrália-Pacífico Sul começou em 1945 e se alargou à Europa continental em 1948. Nessas ocasiões, a Igreja do Nazareno entrou em tais áreas de trabalho identificando-se com ministros locais que já pregavam e ensinavam a mensagem wesleyana de santidade: A. A. E. Berg, da Austrália, e Alfredo del Rosso, da Itália.

No desenvolvimento dum ministério global a Igreja do Nazareno tem dependido historicamente da energia de obreiros nacionais que têm compartilhado com missionários as tarefas de pregar e de ensinar a palavra da graça. Em 1918 um missionário na Índia observou que seus associados nacionais incluiam três pregadores, quatro professores, três colportores e cinco senhoras mestras da Bíblia. Por volta de 1936, a proporção entre obreiros nacionais e missionários da Igreja do Nazareno, através do mundo, era superior a cinco para um. Em 2005 atingiu o total de 150 o número de áreas mundiais onde se encontra a Igreja do
Nazareno. Milhares de ministros e de obreiros leigos têm indigenizado a Igreja do Nazareno nas respectivas culturas, contribuindo assim para o mosaico de identidades nacionais que formam a nossa comunhão internacional. Distintivos do Ministério Internacional. Historicamente, o ministério global nazareno tem-se centralizado à volta de evangelismo, ministérios de compaixão e educação. O impulso evangelístico foi exemplificado nas vidas de H. F. Schmelzenbach, L. S. Tracy, Esther Carson Winans, Samuel Krikorian e outros cujos nomes simbolizam esta dimensão de ministério. À volta do mundo, igrejas e distritos nazarenos continuam a refletir um caráter de reavivamento e evangelismo.

As raízes internacionais do ministério nazareno de compaixão encontram-se no apoio dado desde o princípio à campanha contra a fome e ao trabalho em prol de órfãos na Índia. Este impulso foi fortalecido pela União Nazarena Missionária Médica, organizada nos começos da década de 1920 para construir o Hospital Memorial Bresee, em Tamingfu, China. Na Suazilândia desenvolveu-se um extensivo trabalho médico, enquanto outros ministérios de compaixão se estabeleciam ao redor do mundo. A Educação é um aspecto do ministério mundial cedo exemplificado pela Escola Esperança para Moças, fundada em Calcutá pela Sra. Sukhoda Banarji, em 1905, e adotada no ano seguinte pela Igreja do Nazareno. Fora da América do Norte, nazarenos têm estabelecido escolas para educação primária e treino ministerial especializado. Há seminários de nível de graduado em Costa Rica, nas Filipinas e nos Estados Unidos; instituições de artes liberais em África, Canadá, Coreia e nos Estados Unidos; uma escola de ensino médio no Japão; um colégio de ensino em África; três escolas de enfermagem na Índia e em Papua Nova Guiné; e trinta e sete instituições de ensino bíblicoteológico à volta do mundo. A igreja tem prosperado à medida que se desenvolvem estes componentes da sua missão. Em 2005 a Igreja do Nazareno tinha uma membresia internacional de 1.496.296, distribuídos por mais de 13.600 congregações. Como resultado deste desenvolvimento histórico, a denominação enfrenta hoje uma agenda incompleta, a de deixar de ser uma “presença internacional” para se tornar uma comunidade internacional” de fé. O reconhecimento deste facto levou a Assembléia Geral de 1976 a autorizar uma Comissão de Internacionalização, cujo relatório à Assembléia Geral de 1980 levou à criação dum sistema de áreas mundiais. O número e as fronteiras das regiões mundiais originais têm desde então mudado. São estas as correntes: a Região da África, a Região de Ásia-Pacífico, a Região do Canadá, a Região das Caraíbas, a Região da Euro-Ásia, a Região do México e América Central.

 

Preâmbulo

A fim de preservar a herança que nos foi dada por Deus, a fé que uma vez foi dada aos santos, especialmente a doutrina e a experiência da inteira santificação como uma segunda obra da graça, e também a fim de cooperar eficazmente com outros ramos da Igreja de Jesus Cristo no avanço do reino de Deus, nós, os ministros e membros leigos da Igreja do Nazareno, em conformidade com os princípios da legislação constitucional estabelecida entre nós, por este meio, mandamos, adotamos e
publicamos como sendo lei fundamental ou Constituição da Igreja do Nazareno os Artigos de Fé, o Pacto de Caráter Cristão e os Artigos de Organização e Governo seguintes, a saber.

 

O Deus Trino

Cremos num só Deus infinito, eternamente existente, Soberano do universo; que somente Ele é Deus, criador e administrador, santo na Sua natureza, atributos e propósitos; que Ele, como Deus, é trino no Seu ser, revelado como Pai, Filho e Espírito Santo (Gênesis 1; Levítico 19:2; Deuteronômio 6:4-5; Isaías 5:16; 6:1-7; 40:18-31; Mateus 3:16-17; 28:19-20; João 14:6-
27; I Coríntios 8:6; II Coríntios 13:14; Gálatas 4:4-6; Efésios 2:13-18)1.

 

Jesus Cristo

Cremos em Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade; que Ele é eternamente um com o Pai; que encarnou pelo Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria e, assim, duas naturezas perfeitas e completas, isto é, a Divindade e a humanidade, se uniram em uma Pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem — o Deus-homem. Cremos que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados e que Ele verdadeiramente ressuscitou dos mortos e tomou de novo o Seu corpo, juntamente com tudo o que pertence à perfeição da natureza humana, e com isto subiu ao céu, onde Se ocupa em interceder por nós (Mateus 1:20-25; 16:15-16; Lucas 1:26-35; João 1:1-18; Atos 2:22-36; Romanos 8:3, 32-34; Gálatas 4:4-5; Filipenses 2:5-11; Colossenses 1:12-22; I Timóteo 6:14-16; Hebreus 1:1-5; 7:22-28; 9:24-28; I João 1:1-3; 4:2-3, 15).

 

O Espírito Santo

Cremos no Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade; que Ele está sempre presente e operando eficientemente dentro da Igreja de Cristo e com ela, convencendo o mundo do pecado, regenerando aqueles que se arrependem e crêem, santificando os crentes e guiando em toda a verdade tal como está em Jesus. (João 7:39; 14:15-18, 26; 16:7-15; Atos 2:33; 15:8-9; Romanos 8:1-27; Gálatas 3:1-14; 4:6; Efésios 3:14-21; I Tessalonicenses 4:7-8; II Tessalonicenses 2:13; I Pedro 1:2; I João 3:24; 4:13).

 

As Escrituras Sagradas

Cremos na inspiração plena das Escrituras Sagradas, pelas quais entendemos os 66 livros do Antigo e Novo Testamentos, dados por inspiração divina, revelando sem erros a vontade de Deus a nosso respeito em tudo o que é necessário à nossa
salvação, de maneira que o que não se encontra nelas não pode ser imposto como artigo de fé (Lucas 24:44-47; João 10:35; I Coríntios 15:3-4; II Timóteo 3:15-17; I Pedro 1:10-12; II Pedro 1:20-21).

 

Pecado, Original e Pessoal

Cremos que o pecado veio ao mundo através da desobediência dos nossos primeiros pais e, pelo pecado, veio a morte. Cremos que o pecado se manifesta de dois modos: pecado original ou depravação, e pecado atual ou pessoal. Cremos que o pecado original, ou depravação, é aquela corrupção da natureza de todos os filhos de Adão pela qual o homem está muito longe da retidão original, ou seja do estado de pureza dos nossos primeiros pais quando foram criados, é contrário a Deus, não tem vida espiritual e é inclinado para o mal, e isto continuamente. Cremos, além disso, que o pecado original continua a
existir com a nova vida do regenerado, até que seja [erradicado] o coração inteiramente limpo pelo batismo com o Espírito Santo. Cremos que o pecado original difere do pecado atual, em que constitui uma propensão herdada para o pecado atual, pela qual ninguém é responsável até o momento em que se negligencia ou se rejeita o remédio divinamente providenciado.
Cremos que o pecado atual ou pessoal constitui uma violação voluntária da vontade. conhecida de Deus, feita por uma pessoa moralmente responsável. Portanto, não deve ser confundido com limitações involuntárias e inescapáveis, enfermidades,
faltas, erros, falhas ou outros desvios de um padrão de perfeita conduta, que são os efeitos residuais da Queda do Homem. Contudo, tais efeitos inocentes não incluem atitudes ou respostas contrárias ao espírito de Cristo que, propriamente, podem ser consideradas pecados do espírito. Cremos que o pecado pessoal é, primária e essencialmente, uma violação da lei do amor; e, que em relação a Cristo, pecado pode ser definido como descrença (Pecado Original: Gênesis 3; 6:5; Jó 15:14; Salmo 51:5; Jeremias 17:9-10; Marcos 7:21-23; Romanos 1:18-25; 5:12- 14; 7:1—8:9; I Coríntios 3:1-4; Gálatas 5:16-25; I João 1:7-8
Pecado Pessoal: Mateus 22:36-40; (com I João 3:4); João 8:34-36; 16:8-9; Romanos 3:23; 6:15-23; 8:18-24; 14:23; I João 1:9—2:4; 3:7-10).
Expiação

Cremos que Jesus Cristo, pelos Seus sofrimentos, pelo derramamento do Seu próprio sangue e pela Sua morte na Cruz, fez uma expiação completa para todo o pecado humano; e que esta Expiação é a única base de salvação; e que é suficiente para cada pessoa da raça de Adão. A Expiação é benignamente eficaz para a salvação dos irresponsáveis e para as crianças na inocência, mas somente é eficaz para a salvação daqueles que chegam à idade da responsabilidade, quando se arrependem e crêem (Isaías 53:5-6, 11; Marcos 10:45; Lucas 24:46-48; João 1:29; 3:14-17; Atos 4:10-12; Romanos 3:21-26; 4:17-25; 5:6-
21; I Coríntios 6:20; II Coríntios 5:14-21; Gálatas 1:3-4; 3:13-14; Colossenses 1:19-23; I Timóteo 2:3-6; Tito 2:11- 14; Hebreus 2:9; 9:11-14; 13:12; I Pedro 1:18-21; 2:19-25; I João 2:1-2).

 

Graça Preveniente

Cremos que a criação da raça humana à imagem de Deus inclui a capacidade de escolher entre o bem e o mal e que, assim,  seres humanos foram feitos moralmente responsáveis; que pela queda de Adão se tornaram depravados, de maneira que agora não são capazes de se voltar e se reabilitar pelas suas próprias forças e obras, e, desta forma, renovar a fé e a comunhão com Deus. Mas também cremos que a graça de Deus mediante Jesus Cristo é dada gratuitamente a todos os seres humanos, capacitando todos os que queiram converter-se do pecado para a retidão, a crer em Jesus Cristo para perdão e purificação do pecado, e a praticar boas obras agradáveis e aceitáveis à Sua vista. Cremos que todas as pessoas, ainda que possuam a experiência de regeneração e inteira santificação, podem cair da graça, apostatar e, a menos que se arrependam do seu pecado, ficar eternamente perdidas e sem esperança (A imagem de Deus e a responsabilidade moral: Gênesis 1:26-27; 2:16-17; Deuteronômio 28:1-2; 30:19; Josué 24:15; Salmo 8:3-5; Isaías 1:8-10; Jeremias 31:29-30; Ezequiel 18:1-4; Miqueias 6:8; Romanos 1:19-20; 2:1-16; 14:7-12; Gálatas 6:7-8 Inabilidade natural: Jó 14:4; 15:14; Salmos 14:1-4; 51:5; João 3:6a; Romanos 3:10-12; 5:12-14, 20a; 7:14-25 Graça gratuita e obras de fé: Ezequiel 18:25-26; João 1:12-13; 3:6b; Atos 5:31; Romanos 5:6-8, 18; 6:15-16, 23; 10:6-8;11:22; I Coríntios 2:9-14; 10:1-12; II Coríntios 5:18-19; Gálatas 5:6; Efésios 2:8-10; Filipenses 2:12-13; Colossenses 1:21-23; II Timóteo 4:10a; Tito 2:11-14; Hebreus 2:1-3; 3:12-15; 6:4-6; 10:26-31; Tiago 2:18-22; II Pedro 1:10-11; 2:20-22).

 

Arrependimento

Cremos que o arrependimento, que é uma sincera e completa mudança do pensamento no que diz respeito ao pecado, incluindo o sentimento de culpa pessoal e o afastamento voluntário do pecado, é exigido de todos aqueles que, por ato ou propósito, se fazem pecadores contra Deus. O Espírito de Deus dá a todos que quiserem arrepender-se a ajuda benigna da penitência do coração e a esperança da misericórdia, a fim de que possam crer para o perdão e a vida espiritual (II Crônicas 7:14; Salmos 32:5-6; 51:1-17; Isaías 55:6-7; Jeremias 3:12-14; Ezequiel 18:30-32; 33:14-16; Marcos 1:14-15; Lucas 3:1-14; 13:1-5; 18:9-14; Atos 2:38; 3:19; 5:31; 17:30-31; 26:16-18; Romanos 2:4; II Coríntios 7:8-11;I Tessalonicenses 1:9; II Pedro 3:9).

 

Justificação, Regeneração e Adoção

Cremos que a justificação é aquele ato gracioso e judicial de Deus, pelo qual Ele concede pleno perdão de toda a culpa, a remissão completa da pena pelos pecados cometidos e a aceitação como justo a todos aqueles que crêem em Jesus Cristo e O recebem como Senhor e Salvador. Cremos que a regeneração, ou o novo nascimento, é aquela obra da graça de Deus pela qual a natureza moral do arrependido que confia em Deus é vivificada espiritualmente, recebendo uma vida distintamente espiritual, capaz de fé, amor e obediência. Cremos que a adoção é aquele ato gracioso de Deus pelo qual o crente justificado e regenerado se constitui um filho de Deus. Cremos que a justificação, a regeneração e a adoção são simultâneas na experiência daqueles que buscam a Deus e são obtidas na condição de haver fé, precedida pelo arrependimento; e que o Espírito Santo testifica desta obra e estado de graça (Lucas 18:14; João 1:12-13; 3:3-8; 5:24; Atos 13:39; Romanos 1:17; 3:21-26, 28; 4:5-9, 17-25; 5:1, 16-19; 6:4; 7:6; 8:1, 15-17; I Coríntios 1:30; 6:11; II Coríntios 5:17-21; Gálatas 2:16-21; 3:1-14, 26; 4:4-7; Efésios 1:6-7; 2:1, 4-5; Filipenses 3:3-9; Colossenses 2:13; Tito 3:4-7; I Pedro 1:23; I João 1:9; 3:1-2, 9; 4:7; 5:1, 9-13, 18).

 


Inteira Santificação

Cremos que a inteira santificação é aquele ato de Deus, subseqüente à regeneração, pelo qual os crentes são libertados do pecado original, ou depravação, e levados a um estado de inteira devoção a Deus e à santa obediência do amor tornado perfeito. É operada pelo batismo com o Espírito Santo e compreende, numa só experiência, a purificação do
coração e a permanente presença íntima do Espírito Santo, dando ao crente poder para uma vida santa e para serviço. A inteira santificação é garantida pelo sangue de Jesus, realiza-se instantaneamente pela fé, precedida pela inteira consagração; e desta obra e estado de graça o Espírito Santo testifica. Esta experiência é também conhecida por vários termos que representam diferentes aspectos dela, tais como: “perfeição cristã”, “perfeito amor”, “pureza do coração”, “batismo com o Espírito Santo”, “plenitude da bênção” e “santidade cristã”. 14. Cremos que há uma distinção bem definida entre um coração
puro e um caráter maduro. O primeiro é obtido instantaneamente, como resultado da inteira santificação; o último resulta de
crescimento na graça.

Cremos que a graça da inteira santificação inclui o impulso para crescer na graça. Contudo, este impulso deve ser  conscientemente alimentado; e deve ser dada cuidadosa atenção aos requisitos e processos de desenvolvimento espiritual e avanço no caráter e personalidade semelhantes a Cristo. Sem tal esforço intencional, o testemunho do crente pode ser enfraquecido e a própria graça comprometida e mesmo perdida (Jeremias 31:31-34; Ezequiel 36:25-27; Malaquias 3:2-3; Mateus 3:11-12; Lucas 3:16-17; João 7:37-39; 14:15-23; 17:6-20; Atos 1:5; 2:1-4; 15:8-9; Romanos 6:11-13, 19; 8:1-4; 8-14; 12:1-2; II Coríntios 6:14—7:1; Gálatas 2:20; 5:16-25; Efésios 3:14-21; 5:17-18, 25-27; Filipenses 3:10-15; Colossenses 3:1-17; I Tessalonicenses 5:23-24; Hebreus 4:9-11; 10:10-17; 12:1-2; 13:12; I João 1:7, 9) (“Perfeição cristã”, “perfeito amor”: Deuteronômio 30:6; Mateus 5:43-48; 22:37-40; Romanos 12:9-21; 13:8-10; I Coríntios 13; Filipenses 3:10-15; Hebreus 6:1; I João 4:17- 11 18. “Pureza do coração”: Mateus 5:8; Atos 15:8-9; I Pedro 1:22; I João 3:3; “Batismo com o Espírito Santo”:
Jeremias 31:31-34; Ezequiel 36:25-27; Malaquias 3:2-3; Mateus 3:11-12; Lucas 3:16-17; Atos 1:5; 2:1-4; 15:8-9
“Plenitude da bênção”: Romanos 15:29 “Santidade cristã”: Mateus 5:1—7:29; João 15:1-11; Romanos 12:1—15:3; II
Coríntios 7:1; Efésios 4:17—5:20; Filipenses 1:9-11; 3:12-15; Colossenses 2:20—3:17; I Tessalonicenses 3:13; 4:7-8;
5:23; II Timóteo 2:19-22; Hebreus 10:19-25; 12:14; 13:20-21; I Pedro 1:15-16; II Pedro 1:1-11; 3:18; Judas 20-21).

 

A Igreja

Cremos na Igreja, a comunidade que confessa a Jesus Cristo como Senhor, o povo da aliança de Deus feito novo em Cristo, o Corpo de Cristo chamado e congregado pelo Espírito Santo através da Palavra. Deus chama a Igreja a exprimir a sua vida na unidade e comunhão do Espírito; na adoração através da pregação da Palavra, na observação dos sacramentos e no ministério em Seu nome; pela obediência a Cristo e responsabilidade mútua. A missão da Igreja no mundo é a de continuar a obra redentora de Cristo no poder do Espírito, através de viver santo, evangelismo serviço. A Igreja é uma realidade histórica que se organiza em moldes culturalmente condicionados; existe tanto como um corpo universal quanto congregação local; separa pessoas chamadas por Deus para ministérios específicos. Deus chama a Igreja para viver sob a Sua orientação, enquanto ela antecipa a consumação na vinda do nosso Senhor Jesus Cristo (Êxodo 19:3; Jeremias 31:33; Mateus 8:11; 10:7; 16:13-19, 24;18:15-20; 28:19-20; João 17:14-26; 20:21-23; Atos 1:7-8; 2:32-47; 6:1-2;13:1; 14:23; Romanos 2:28-29; 4:16; 10:9-15; 11:13-32; 12:1-8; 15:1-3;I Coríntios 3:5-9; 7:17; 11:1,17-33; 12:3,12-31; 14:26-40; II Coríntios 5:11-6:1, Gálatas 5:6,
13-14; 6:1-5,15; Efésios 4:1-17; 5:25-27; Filipenses 2:1-16; I Tessalonicenses 4:1-12; I Timóteo 4:13; Hebreus 10:19-25; I Pedro 1:1-2, 13; 2:4-12, 21; 4:1-2; 10-11; I João 4:17; Judas 1:24; Apocalipse 5:9-10).

 

Batismo

Cremos que o batismo cristão, ordenado pelo nosso Senhor, é um sacramento que significa a aceitação dos benefícios da expiação de Jesus Cristo, para ser administrado aos crentes e é declarativo da sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador e do seu pleno propósito de andar obedientemente em santidade e justiça. Sendo o batismo símbolo da nova aliança,
as crianças poderão ser batizadas quando os pais ou tutores o pedirem, os quais ficarão na obrigação de lhes assegurar o necessário ensino cristão. O batismo pode ser administrado por aspersão, afusão ou imersão, segundo o desejo do candidato
(Mateus 3:1-7; 28:16-20; Atos 2:37-41; 8:35-39; 10: 44-48; 16:29-34; 19:1-6; Romanos 6:3-4; Gálatas 3:26-28; Colossenses 2:12; I Pedro 3:18-22).

 

A Ceia do Senhor

Cremos que a Ceia Memorial e de Comunhão, instituída por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, é essencialmente um sacramento do Novo Testamento declarativo da morte sacrificial de Jesus, e de que os crentes, pelo merecimento desta, têm vida e salvação e promessa de todas as bênçãos espirituais em Cristo. É distintivamente para aqueles que estão preparados para uma reverente apreciação do seu significado e por meio dela anunciam publicamente a morte do Senhor, até que Ele venha de novo. Sendo esta a festa da Comunhão, somente aqueles que têm fé em Cristo e amor pelos irmãos devem ser convidados a participar dela (Êxodo 12:1-14; Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-25; Lucas 22:17-20; João 6:28-58;
I Coríntios 10:14-21; 11:23-32.

 

Cura Divina

Cremos na doutrina bíblica da cura divina e exortamos o nosso povo a procurar oferecer a oração da fé para a cura dos doentes. Cremos, também, que Deus cura através de recursos da ciência médica (II Reis 5:1-19; Salmo 103:1-5; Mateus 4:23-24; João 4:46-54; 9:18-35; Atos 5:12-16; 9:32-42; 14:8-15; I Coríntios 12:4-11; II Coríntios 12:7-10; Tiago 5:13-16).

 

Segunda Vinda de Cristo

Cremos que o Senhor Jesus Cristo voltará outra vez; que nós, os que estivermos vivos na Sua vinda, não precederemos aqueles que morreram em Cristo Jesus; mas que, se permanecermos n’Ele, 12 seremos arrebatados com os santos ressuscitados para encontrarmos o Senhor nos ares, de sorte que estaremos para sempre com o Senhor (Mateus 25:31-46; João 14:1-3; Atos 1:9-11; Filipenses 3:20-21; I Tessalonicenses 4:13-18; Tito 2:11-14; Hebreus 9:26-28; II Pedro 3:3-15; Apocalipse 1:7-8; 22:7-20).

 


Ressurreição, Juízo e Destino

Cremos na ressurreição dos mortos: que tanto os corpos dos justos como dos injustos serão ressuscitados e unidos com os seus espíritos—“os que tiverem feito o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que tiverem feito o mal, para a ressurreição da condenação”. Cremos no juízo vindouro, no qual cada pessoa terá de comparecer diante de Deus, para ser
julgada segundo os seus feitos nesta vida. Cremos que uma vida gloriosa e eterna é assegurada a todos aqueles que crêem em Jesus Cristo, nosso Senhor, para salvação, e O seguem obedientemente; e que os que são impenitentes até o fim sofrerão eternamente no inferno (Gênesis 18:25; I Samuel 2:10; Salmo 50:6; Isaías 26:19; Daniel 12:2-3; Mateus 25:31-46; Marcos 9:43-48; Lucas 16:19-31; 20:27-38; João 3:16-18; 5:25-29; 11:21-27; Atos 17:30-31; Romanos 2:1-16; 14:7-12; I Coríntios 15:12-58;
II Coríntios 5:10; II Tessalonicenses 1:5-10; Apocalipse 20:11-15; 22:1-15).

 

A Igreja Universal

A Igreja de Deus é constituída por todas as pessoas espiritualmente regeneradas, cujos nomes estão escritos no Céu.

 

As Igrejas Individuais

As igrejas individuais são constituídas pelas pessoas regeneradas que, por permissão providencial e direção do Espírito Santo, se associam para comunhão santa e ministério.

 

A Igreja do Nazareno

A Igreja do Nazareno compõe-se daqueles que voluntariamente se associaram segundo as doutrinas e forma de governo da dita igreja e procuram a santa comunhão cristã, a conversão de pecadores, a inteira santificação dos crentes, a sua edificação em santidade e a simplicidade e o poder espiritual manifestos na primitiva Igreja do Novo Testamento, juntamente com a pregação do Evangelho a toda a criatura.

 


Declaração de Fé Convencionada

Reconhecendo que o direito e privilégio de alguém ser membro de uma igreja se baseia no facto da sua regeneração, devemos requerer somente uma declaração de fé essencial à experiência cristã. Julgamos, portanto, que será suficiente crer nas seguintes breves declarações. Cremos: 1. Que há um só Deus—o Pai, o Filho e o Espírito Santo. 2. Que as Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos, dadas por inspiração plena, incluem toda a verdade necessária à fé e à vida cristã. 3. Que todo o ser humano nasce com uma natureza corrompida e é, portanto, inclinado ao mal, e isto continuamente. 4. Que aquele que continua impenitente até o fim fica perdido eternamente e sem esperança. 5. Que a expiação mediante Jesus Cristo é para toda a raça humana; e que aquele que se arrepende e crê no Senhor Jesus Cristo é justificado, regenerado e salvo do domínio do pecado.
6. Que os crentes, depois da regeneração, deverão ser inteiramente santificados pela fé no Senhor Jesus Cristo. 7. Que o Espírito Santo testifica do novo nascimento e também da inteira santificação dos crentes. 8. Que o nosso Senhor voltará, os mortos serão ressuscitados e se realizará o juízo final.

 

As Regras Gerais

Identificar-se com a Igreja visível é o bem-aventurado privilégio e dever sagrado de todos quantos estão salvos dos seus pecados e buscam ser completos em Cristo Jesus. É exigido de todos que desejem unir-se com a Igreja do Nazareno, e assim andar em comunhão conosco, que mostrem evidência de salvação dos seus pecados por um comportamento santo e uma piedade vital; que estejam, ou ardentemente desejem estar, purificados de todo o pecado inato; e que dêem evidência
da sua entrega a Deus.

PRIMEIRO. Fazendo aquilo que se ordena na Palavra de Deus, que é não só a nossa regra de fé como de prática, incluindo: (1) Amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força, e ao próximo como a si mesmo (Êxodo 20:3-6; Levítico 19:17-18; Deuteronômio 5:7-10; 6:4-5; Marcos 12:28-31; Romanos 13:8- (10). (2) Trazer insistentemente à atenção dos perdidos as
exigências do evangelho, convidando-os para a casa do Senhor e procurando alcançar a sua salvação (Mateus 28:19-20; Atos 1:8; Romanos 1:14- 16; II Coríntios 5:18-20). (3) Ser cortês para com todos os homens (Efésios 4:32; Tito 3:2; I Pedro 2:17; I João 3:18). (4) Ser útil àqueles que também são da fé, suportando uns aos outros em amor (Romanos 12:13;
Gálatas 6:2, 10; Colossenses 3:12-14). (5) Procurar fazer o bem aos corpos e às almas dos homens; alimentando os famintos, vestindo os nus, visitando os doentes e os presos, ministrando aos necessitados, conforme permitirem as oportunidades e bens (Mateus 25:35-36; II Coríntios 9:8-10; Gálatas 2:10; Tiago 2:15-16; I João 3:17-18). (6) Contribuir com dízimos e ofertas para o sustento do ministério, da igreja e da sua obra (Malaquias 3:10; Lucas 6:38; I Coríntios 9:14; 16:2; II Coríntios 9:6-10; Filipenses 4:15-19). (7) Participar fielmente de todas as ordenanças de Deus e dos meios da graça, incluindo a adoração pública de Deus (Hebreus 10:25), o ministério da Palavra (Atos 2:42), o sacramento da Ceia do Senhor (I Coríntios 11:23-30), o estudo das Escrituras e a meditação nelas (Atos 17:11; II Timóteo 2:15; 3:14-16), o culto doméstico e devoções privadas (Deuteronômio 6:6-7; Mateus 6:6).

SEGUNDO. Evitando o mal de toda a espécie: (1) Tomar o nome de Deus em vão (Êxodo 20:7; Levítico 19:12; Tiago 5:12).
(2) Profanar o dia do Senhor participando em atividades seculares desnecessárias, portanto, entregando-se a práticas que violam a sua santidade (Êxodo 20:8-11; Isaías 58:13-14; Marcos 2:27- 28; Atos 20:7; Apocalipse 1:10). (3) Imoralidade sexual, tal como relações pré-matrimoniais ou extra-matrimoniais, perversões de qualquer forma, frouxidão e impropriedade de conduta (Êxodo 20:14; Mateus 5:27-32; I Coríntios 6:9-11; Gálatas 5:19; I Tessalonicenses 4:3-7). (4) Hábitos ou práticas que se sabem ser prejudiciais ao bem-estar físico e mental. Os cristãos devem considerar-se templos do Espírito Santo (Provérbios 20:1; 23:1-3; I Coríntios 6:17-20; II Coríntios 7:1; Efésios 5:18). (5) Disputar, pagar o mal com o mal, tagarelar, caluniar, divulgar suspeitas prejudiciais ao bom nome de outros (II Coríntios 12:20; Gálatas 5:15; Efésios 4:30-32; Tiago 3:5-18; I Pedro 3:9-10).
(6) Desonestidade, lucros indevidos nos negócios, falso testemunho e obras semelhantes das trevas (Levítico 19:10-11; Romanos 12:17; I Coríntios 6:7-10). (7) Entregar-se à vaidade de vestuário ou comportamento. O nosso povo deve vestir-se com a simplicidade e modéstia cristãs que convêm à santidade (Provérbios 29:23; I Timóteo 2:8-10; Tiago 4:6; I Pedro 3:3-4; I João 2:15-17). (8) Música, literatura e divertimentos que desonram a Deus (I Coríntios 10:31; II Coríntios 6:14- 17; Tiago 4:4).

TERCEIRO. Permanecendo em comunhão cordial com a igreja, não invectivando contra as suas doutrinas e costumes, mas estando totalmente submetido a elas e ativamente envolvido no seu testemunho e expansão (Efésios 2:18-22; 4:1-3, 11-16; Filipenses 2:1-8; I Pedro 2:9-10).

 

Forma de Governo

A Igreja do Nazareno tem uma forma representativa de governo. 1. Concordamos que é necessário haver uma superintendência que complemente e auxilie a igreja local no cumprimento da sua missão e objetivos. A superintendência deve edificar a moral,
prover motivação, suprir gerência e assistência quanto ao método, organizar e estimular a organização de novas igrejas e missões por toda a parte. 2. Concordamos que a autoridade concedida aos superintendentes não interferirá com a ação
independente de uma igreja completamente organizada. Cada igreja terá o direito de escolher o seu próprio pastor, de acordo com as normas de aprovação que a Assembléia Geral julgar razoável estabelecer. Cada igreja também elegerá delegados às
diversas assembléias, administrará as suas próprias finanças e encarregar-se-á de todas as outras questões respeitantes à sua vida e trabalhos locais.

 

Igrejas Locais

A membresia de uma igreja local será composta de todos quantos tenham sido organizados como igreja, por quem de direito, e que tenham sido publicamente recebidos por autoridade competente, depois de declararem a sua experiência de salvação,
a sua crença em nossas doutrinas e a sua disposição de se submeterem ao nosso governo.

 


Assembléias Distritais

A Assembléia Geral organizará os membros da igreja em Assembléias Distritais, dando-lhes a representação leiga e ministerial que julgue apropriada e justa, e determinará as qualificações de tais representantes, conquanto que todos os ministros ordenados designados sejam membros dela. A Assembléia Geral também fixará os limites dos Distritos de Assembléia e definirá as atribuições e responsabilidades das Assembléias Distritais.

 

A Assembléia Geral

1. Como Será Composta. A Assembléia Geral será composta de delegados ministeriais e leigos em igualdade numérica, eleitos pelas Assembléias Distritais da Igreja do Nazareno; dos membros ex officio conforme indicados de tempos a tempos pela Assembléia Geral; e dos delegados dos distritos sob a administração dos comitês de Missão Mundial e Missão/Evangelismo
EUA/Canadá da Igreja do Nazareno, conforme for estabelecido pela Assembléia Geral. 2. Eleição de Delegados. Dentro dos 16 meses anteriores à reunião da Assembléia Geral, ou dentro de 24 meses em áreas onde sejam necessários preparativos
extraordinários ou obtenção de vistos, a Assembléia Distrital elegerá um número igual de delegados ministeriais e leigos à
Assembléia Geral, conforme for por esta estabelecido, devendo os delegados ministeriais ser ministros ordenados designados da Igreja do Nazareno. Cada distrito de assembléia de Fase 3 tem direito a pelo menos um delegado ministerial e um leigo, bem como tantos delegados adicionais a que tiver direito, de acordo com o número de membros, segundo a base de representação fixada pela Assembléia Geral. Cada distrito de assembléia elegerá delegados suplentes cujo número não exceda
o de delegados titulares.

3. Credenciais. O secretário de cada Assembléia Distrital fornecerá certificados de eleição aos diferentes delegados e suplentes eleitos à Assembléia Geral, e também enviará certificados destas eleições ao secretário geral da Igreja do Nazareno,
imediatamente após o encerramento da Assembléia Distrital. 4. Quorum. Quando a Assembléia Geral estiver em
sessão, uma maioria total dos delegados eleitos à mesma constituirá um “quorum” para a transação de negócios. Caso uma vez tenha havido “quorum”, um número inferior poderá aprovar qualquer porção da ata, até então não aprovada, e encerrar a reunião. 5. Superintendentes Gerais. A Assembléia Geral elegerá por escrutínio secreto, entre os presbíteros da Igreja do Nazareno, tantos superintendentes gerais quantos julgue necessários, os quais constituirão a Junta de Superintendentes Gerais. Qualquer vaga no ofício de superintendente geral, ocorrida no intervalo entre as Assembléias Gerais, será preenchida por dois terços dos votos da Junta Geral da Igreja do Nazareno.

6.Oficiais Presidentes. Um superintendente geral, indicado pela Junta de Superintendentes Gerais, presidirá as reuniões diárias da Assembléia Geral. Caso nenhum superintendente geral seja assim nomeado ou esteja presente, a Assembléia Geral elegerá provisoriamente um dos seus membros como oficial presidente. 7. Regras de Ordem. A Assembléia Geral adotará Regras de Ordem que governem sua maneira de organizar, procedimento, comitês e todas as demais questões relativas ao andamento
ordenado das suas atividades. Será ela o juiz da eleição e da qualificação dos seus próprios membros. 8. Tribunal Geral de Apelações. A Assembléia Geral elegerá dentre os membros da Igreja do Nazareno um Tribunal Geral de Apelações e definirá sua jurisdição e poderes. 9. Poderes e Restrições. (1) A Assembléia Geral terá o poder de legislar para a Igreja do Nazareno e de estabelecer regras e regulamentos para todos os departamentos com ela relacionados ou associados de qualquer forma,
desde que não entre em conflito com esta Constituição. (2) Nenhuma igreja local será destituída do direito de chamar o seu próprio pastor, de acordo com as normas de aprovação que a Assembléia Geral julgar razoável estabelecer. (3) Todas as igrejas locais, oficiais, ministros e leigos terão sempre o direito a um julgamento justo e ordenado, bem como o direito de apelar.

 

Emendas

As provisões desta Constituição poderão ser revogadas ou emendadas por dois terços dos votos [de todos os membros] dos membros presentes e votantes da Assembléia Geral e não menos de dois terços de todas as Assembléias de Distrito da Igreja do Nazareno que tenham atingido o estado de Distrito de Fase 3 ou de Distrito de Fase 2.

Tanto a Assembléia Geral como qualquer Assembléia de Distrito que tenha atingido o estado de Distrito de Fase 3 ou de Distrito de Fase 2 poderá tomar a iniciativa de propor tais [alterações ou] emendas. Logo que estas [alterações ou] emendas sejam adotadas conforme aqui especificado, o resultado da votação será anunciado pela Junta de Superintendentes Gerais e as modificações entrarão logo em vigor.

 

A Vida Cristã

A igreja proclama alegremente as boas novas de que podemos ser libertos de todo o pecado para uma nova vida em Cristo. Pela graça de Deus, nós cristãos devemos “despojar-nos do velhohomem” — os velhos padrões de conduta, bem como a velha mente carnal — e “revestir-nos do novo” — um novo e santo modo de viver, bem como a mente de Cristo (Efésios 4:17-24).
1. A Igreja do Nazareno pretende transmitir à sociedade contemporânea princípios bíblicos atemporais, de tal modo que as doutrinas e pactos da igreja sejam conhecidas e compreendidas em muitas terras e numa variedade de culturas. Sustentamos que os Dez Mandamentos, como reafirmados no Novo Testamento, constituem a ética cristã básica e devem ser em tudo obedecidos. 2. Também reconhecemos que há valor no conceito da consciência cristã coletiva iluminada e dirigida pelo Espírito Santo. A Igreja do Nazareno, como expressão internacional do Corpo de Cristo, está consciente da sua responsabilidade de buscar meios de particularizar a vida cristã de modo a conduzir a uma ética de santidade. Os padrões éticos históricos da igreja são expressos, em parte, nos números seguintes. Devem ser observados cuidadosa e conscientemente como diretrizes e
ajuda no viver santo. Os que violam a consciência da igreja fazem-no para seu perigo e prejudicam o testemunho da igreja. Adaptações devidas a diferenças culturais devem ser referidas à Junta de Superintendentes Gerais e por ela aprovadas. 3 Ao enumerar as práticas que devem ser evitadas, reconhecemos que nenhum catálogo, por mais completo que seja, pode pretender abarcar todas as formas do mal através do mundo.

Portanto,é imperativo que a nossa gente procure encarecidamente a ajuda do Espírito para cultivar uma sensibilidade para com o mal que transcenda a mera letra da lei; recordando a admoestação: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda a forma de mal” (I Tessalonicenses 5:21- 22). 4. Espera-se que os nossos líderes e pastores dêem grande ênfase nos nossos periódicos e dos nossos púlpitos a verdades bíblicas fundamentais que desenvolvam a faculdade de discernir entre o bem e o mal. 5. A educação é de maior importância para o bem-estar social e espiritual da sociedade. O mandato das escolas públicas é de educar a todos. Contudo, estas são limitadas no que respeita ao seu alcance e, na verdade, mesmo proibidas por regulamentos judiciais de ensinar os elementos básicos do Cristianismo. Organizações e instituições educativas nazarenas, tais como Escolas Dominicais, escolas (creche até à secundária), centro de cuidado à criança, centros de cuidado a adultos, faculdades e seminários, têm por alvo ensinar os princípios bíblicos e os padrões éticos a crianças, jovens e adultos, de tal modo que as nossas doutrinas possam ser conhecidas. Esta prática pode ser exercida em vez de ou em adição às escolas públicas que, frequentemente, ensinam o humanismo secular e negligenciam os princípios respeitantes a um viver santo. A educação proporcionada pelas escolas seculares deve ser complementada no lar pelo ensino da santidade. Os cristãos devem também ser estimulados a trabalhar em instituições públicas e com elas, de modo a testificar e a influenciar as ditas instituições para o reino de Deus (Mateus 5:13-14). Sustentamos especificamente que as seguintes práticas devem ser evitadas: 1. Diversões que subvertam a ética cristã. O nosso povo, tanto individualmente como em unidades de famílias cristãs, deve reger-se por três princípios. Primeiro, a mordomia cristã do tempo livre. O segundo princípio é o reconhecimento do dever cristão
de aplicar à família cristã os mais elevados padrões morais de vida cristã.

Porque vivemos em dias de grande confusão moral, em que enfrentamos a possível intromissão dos males atuais nos recintos sagrados dos nossos lares através de diferentes meios, como a literatura popular, rádio, televisão, computadores de uso pessoal e a Internet, é essencial que observemos as mais rígidas salvaguardas para evitar que nossos lares se tornem secularizados e mundanos. Contudo, sustentamos que o entretenimento que apóia e estimula o viver santo e afirma valores
bíblicos deve ser endossado e encorajado. Estimulamos, especialme?, os nossos jovens a que usem seus dons no campo da mídia e das artes para influenciar positivamente esta parte infiltradora da cultura. O terceiro princípio é o dever de testificar contra tudo quanto trivialize ou blasfeme contra Deus, bem assim males sociais como violência, sensualidade, pornografia, profanidade e o ocultismo, conforme apresentados por e através de indústrias comerciais de diversão em suas inúmeras formas, e empenhar-se na extinção de empresas conhecidas como patrocinadoras deste tipo de diversões. Isto
incluirá evitar todos os tipos de diversão e produções de mídia que produzem, promovem ou focam o violento, o sensual, o pornográfico, o profano ou o ocultismo; ou que espelham ou embelezam a filosofia mundana de secularismo, sensualismo e materialismo, e assim corroem os padrões divinos de santidade de coração e vida. Isto torna necessário o ensino e a pregação destes padrões morais da vida cristã, e que o nosso povo seja instruído no uso de discernimento, em oração, na escolha contínua do “alto caminho” do viver santo. Por isso, exortamos nossos líderes e pastores a que dêem ênfase vigorosa, nos nossos periódicos e dos nossos púlpitos, a verdades fundamentais que venham a desenvolver o princípio da discriminação entre o bem e o mal que se encontram nesses meios de comunicação.

Sugerimos que o padrão dado a João Wesley por sua mãe forme as bases deste ensino de discriminação. Nomeadamente: “Tudo que enfraqueça a tua razão, diminua a sensibilidade da tua consciência, obscureça a tua percepção de Deus
ou atenue o teu gosto pelas coisas espirituais, tudo que aumente a autoridade do teu corpo sobre a mente, essa coisa para ti será pecado”. (Romanos 14:7-13; I Coríntios 10:31-33; Efésios 5:1-18; Filipenses 4:8-9; I Pedro 1:13-17; II Pedro 1:3-11)
2. Loterias e outras formas de jogos de azar, quer sejam legais ou ilegais. A igreja sustenta que o resultado final destas práticas é nocivo tanto ao indivíduo como à sociedade. (Mateus 6:24-34; II Tessalonicenses 3:6-13; I Timóteo 6:6-11; Hebreus 13:5-6; I João 2:15-17) 3. Membresia em ordens ou sociedades secretas sujeitas a juramento. A natureza quase religiosa de tais organizações dilui a lealdade do cristão, e o caráter secreto delas opõe-se ao seu testemunho público (I Coríntios 1:26-31; II Coríntios 6:14—7:1; Efésios 5:11-16; Tiago 4:4; I João 2:15-17). 4. Todas as formas de dança que distraem do crescimento espiritual e tendem a quebrar a devida reserva moral e inibição (Mateus 22:36-39; Romanos 12:1-2; I Coríntios 10:31-33; Filipenses 1:9-11; Colossenses 3:1-17). 5. O uso, como bebida, de líquidos embriagantes, ou o seu comércio; exercer influência ou votar a favor da existência de lugares para a venda de tais bebidas; o uso de drogas ilícitas ou o seu comércio; o uso do tabaco, em qualquer das suas formas, ou o seu comércio.

À luz das Escrituras Sagradas e da experiência humana quanto às conseqüências nocivas do uso do álcool como bebida, e à luz de apuramentos da ciência médica quanto ao efeito detrimental tanto do álcool como do tabaco ao corpo e à mente, como uma comunidade de fé empenhada no alcance duma vida santa, a nossa posição e prática é a abstinência, em vez de moderação. As Escrituras Sagradas ensinam que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Com amorosa atenção a nós e a
outros, pedimos ao povo abstinência total de todos os intoxicantes. Além disso, a nossa responsabilidade social cristã leva-nos a usar quaisquer meios legítimos e legais para minimizar a disponibilidade a outros quer de bebidas alcoólicas quer do tabaco. A vasta incidência do abuso do álcool no nosso mundo exige que assumamos uma posição que se afirme como testemunho a outros. (903.12-903.14) (Provérbios 20:1; 23:29—24:2; Oséias 4:10-11; Habacuque 2:5; Romanos 13:8; 14:15-21; 15:1-2; I Coríntios 3:16- 17; 6:9-12, 19-20; 10:31-33; Gálatas 5:13-14, 21; Efésios 5:18) (Somente vinho não fermentado deve ser usado no sacramento da Ceia do Senhor.) 6. O uso, sem prescrição médica, de alucinógenos, estimulantes e sedativos, e o mau uso ou abuso de medicamentos obtidos regularmente com prescrição. Somente por conselho médico competente e sob vigilância clínica devem tais drogas ser usadas (Mateus 22:37-39; 27:34; Romanos 12:1-2; I Coríntios 6:19-20; 9:24-27).

 

Casamento e Divórcio e/ou Dissolução do Casamento

A família cristã, unida num laço comum por Jesus Cristo, é um círculo de amor, comunhão e adoração, que deve ser cultivado encarecidamente numa sociedade em que os laços familiares são facilmente dissolvidos. Constrangemos o clero e as congregações da nossa igreja ao ensino e práticas que fortalecerão e desenvolverão os laços familiares. Em especial, urgimos nossos ministros a que dêem mais importância ao ensino e à pregação do plano bíblico da permanência do matrimonio.
A instituição do casamento foi ordenada por Deus no tempo da inocência do homem e é, segundo a autoridade apostólica, “digna de honra entre todas as pessoas”; é a união mútua de um homem e de uma mulher para comunhão, auxílio e propagação da raça. O nosso povo deve prezar este estado sagrado, como convém a cristãos, e contrair matrimonio somente
depois de oração sincera para que lhe seja dada direção divina e após a certeza de que a união pretendida está em conformidade com as exigências das Escrituras. Deve buscar sinceramente as bênçãos que Deus ordenou em relação ao estado do matrimonio, nomeadamente, um santo companheirismo, paternidade e amor mútuo—os elementos de edificação do lar. O contrato de casamento é moralmente obrigatório enquanto ambos os cônjuges viverem e quebrá-lo é uma violação do plano divino da permanência do casamento. (Gênesis 1:26-28, 31; 2:21-24; Malaquias 2:13-16; Mateus 19:3-9; João 2:1-11; Efésios 5:21—6:4; I Tessalonicenses 4:3-8; Hebreus 13:4).

1.Segundo o ensino bíblico, o casamento é um compromisso mútuo do homem e da mulher, por toda a vida, refletindo o amor sacrificial de Cristo pela Igreja. Como tal, o casamento foi instituído sob a intenção de ser permanente, sendo o divórcio uma infração clara do ensino de Cristo. Tais infrações, entretanto, não se acham para além da graça perdoadora de Deus, quando buscada com arrependimento, fé e humildade. Reconhecemos que alguns tiveram de se sujeitar a um divórcio contra a sua própria vontade ou foram compelidos a este recurso para a proteção legal ou física. (Gênesis 2:21-24; Marcos 10:2-12; Lucas 7:36-50, 16:18; João 7:53-8:11; I Coríntios 6:9-11; 7:10-16; Efésios 5:25- 33) 2. Instruem-se os ministros da Igreja do Nazareno a que dêem cuidadosa atenção a assuntos respeitantes à celebração de matrimônios. Devem os ministros procurar, de toda a maneira possível, transmitir às suas respectivas congregações o conceito de que o matrimonio cristão é sagrado.
Deverão oferecer aconselhamento pré-matrimonial sempre que possível, antes de celebrar uma cerimônia matrimonial, incluindo orientação espiritual adequada àqueles que tiveram a experiência do divórcio. Só deverão solenizar o matrimonio de pessoas
que tenham bases escriturísticas para o casamento.

3.Exortamos os membros da Igreja do Nazareno que se vejam envolvidos em infelicidade conjugal a buscarem com muita oração um curso redentor de ação, em plena harmonia com os votos feitos e o ensino claro das Escrituras, tendo por alvo preservar o lar e salvaguardar o bom nome de Cristo e Sua Igreja. Os casais que estejam tendo sérios problemas matrimoniais devem buscar o conselho e a orientação do seu pastor e/ou de quaisquer outros líderes espirituais apropriados. O não
cumprimento destas instruções, em boa fé e com um desejo sincero de encontrar uma solução cristã, e a subseqüente busca de um divórcio e, depois, contrair um novo matrimonio, resultará em que um dos cônjuges ou ambos fiquem sujeitos à possível disciplina prevista no parágrafo 504-504.2 e 505- 505.12. 4. Devido à ignorância, ao pecado e às fraquezas humanas, há muitas pessoas na nossa sociedade que ficam aquém do plano divino. Cremos que Cristo pode redimir estas pessoas, tal como
procedeu com a mulher junto ao poço de Samaria, e que o pecado contra o plano de Deus para o casamento não situa a pessoa fora da graça perdoadora do evangelho. Onde houve dissolução do casamento e ocorreu novo matrimonio, exorta-se aos que assim se casaram a que busquem a graça de Deus e Sua ajuda redentora no relacionamento matrimonial. Tais pessoas poderão ser recebidas na membresia da igreja quando tiverem dado evidências da sua regeneração e de que agora têm compreensão da santidade do matrimonio cristão (27, 107.1).

 

Santidade da Vida Humana

A Igreja do Nazareno acredita na santidade da vida humana e esforça-se por proteger contra as práticas de aborto, pesquisa de células estaminais (células tronco) em embriões humanos, eutanásia e a negação do necessário tratamento médico aos fisicamente incapacitados e aos idosos. Aborto Induzido. A Igreja do Nazareno afirma a santidade da vida humana como estabelecida pelo Deus Criador, e crê que essa santidade se estende à criança que ainda não nasceu. A vida é uma
dádiva de Deus. Toda a vida humana, incluindo a que está em desenvolvimento no útero materno, é criada por Deus à Sua imagem e, portanto, é para ser nutrida, cuidada e protegida. A partir do momento da concepção, a criança é um ser humano com o desenvolvimento de todas as características da vida humana e esta vida depende totalmente da mãe para a continuidade do seu desenvolvimento. Por isso, acreditamos que a vida humana necessita ser respeitada e protegida a partir do momento da sua concepção. Opomo-nos ao aborto induzido por qualquer meio, por conveniência pessoal ou controle populacional. Opomo-nos a leis que permitem o aborto.

Cientes de que há condições médicas raras, porém reais, em que a mãe ou a criança por nascer, ou ambas, não poderiam sobreviver à gravidez, o término da gravidez só poderá ser feito após aconselhamento médico e cristão adequados. Oposição responsável ao aborto exige a nossa consagração ao início e apoio a programas designados a prover cuidados adequados para mães e crianças. A crise de uma gravidez indesejada compele a que a comunidade de crentes (representada apenas por aqueles a quem seja apropriado o conhecimento da crise) ofereça um contexto de amor, oração e aconselhamento. Em tais casos, o apoio poderá tomar a forma de centros de aconselhamento, casas para mulheres grávidas e a criação
ou utilização de serviços cristãos de adoção. A Igreja do Nazareno reconhece que considerações dadas ao aborto como meio de terminar uma gravidez indesejada muitas vezes ocorrem porque se ignoraram princípios cristãos da responsabilidade sexual. Assim, a Igreja apela a que as pessoas pratiquem a ética do Novo Testamento no que se refere à sexualidade humana, e a que tratem a questão do aborto situando-a no seu contexto mais vasto de princípios bíblicos que oferecem orientação quanto a como fazer-se decisão moral. (Gênesis 2:7, 9:6; Êxodo 20:13; 21:12-16, 22-25; Levítico 18:21; Jó 31:15; Salmo 22:9; 139:3-16;
Isaías 44:2, 24; 49:5; Jeremias 1:5; Lucas 1:15, 23-25, 36-45; Atos 17:25; Romanos 12:1-2; I Coríntios 6:16;7:1 e seguintes; I Tessalonicenses. 4:3-6) A Igreja do Nazareno também reconhece que muitos já foram afetados pela tragédia do aborto.

Desafia-se a cada congregação local e a cada cristão a oferecer a mensagem do perdão de Deus a cada pessoa que já experimentou o aborto. As nossas congregações locais devem ser comunidades de esperança e redenção para todos os que sofrem dores físicas, emocionais e espirituais conseqüentes da interrupção voluntária de uma gravidez. (Romanos 3:22-24; Gálatas 6:1) Engenharia e Terapia Genética. A Igreja do Nazareno apóia o uso de engenharia genética para alcançar a terapia genética. Reconhecemos que a terapia genética pode levar à prevenção e cura de doenças, desordens mentais e anatômicas. Opomo-nos a qualquer uso de engenharia genética que promova injustiça social, despreza a dignidade da pessoa ou tenta alcançar superioridade racial, intelectual ou social sobre outros (Eugênico). Opomo-nos à iniciação de estudos do DNA cujo
resultado possa encorajar ou apoiar o aborto humano como uma alternativa para interrupção da vida antes do nascimento. Em todos os casos, humildade, respeito pela inviolabilidade da dignidade da vida humana, igualdade humana diante de Deus e compromisso com a misericórdia e justiça devem governar a engenharia e a terapia genética. (Miquéias 6:8) Pesquisa de Células Estaminais (Células Tronco) em Embriões Humanos e Outras Diligências Médico/Científicas que Destroem a Vida Humana após a Concepção.

A Igreja do Nazareno encoraja fortemente à comunidade científica para prosseguir agressivamente os avanços na tecnologia de células estaminais (células tronco) obtidas a partir de fontes tais como tecidos humanos adultos, placenta, sangue do cordão umbilical, fontes animais e outras fontes embrionárias não humanas. Isto tem como fim correto a tentativa de trazer saúde para muitos, sem se violar a santidade da vida humana. A nossa posição sobre a pesquisa de células estaminais (células tronco) em embriões humanos surge a partir da nossa afirmação que o embrião humano é uma pessoa feita à imagem de Deus. Por isso, opomo-nos ao uso de células estaminais (células tronco) produzidas a partir de embriões humanos para pesquisa, intervenções
terapêuticas ou qualquer outro propósito. À medida que avanços científicos disponibilizam novas tecnologias, nós apoiamos fortemente esta pesquisa quando ela não viola a santidade da vida humana ou qualquer outra lei moral ou bíblica. Contudo, opomo-nos à destruição do embrião humano para qualquer propósito e qualquer tipo de pesquisa que tira a vida de um ser humano após a concepção. Coerente com este ponto de vista, opomo-nos ao uso, para qualquer propósito, de tecidos derivados de fetos humanos abortados. Clonagem Humana. Opomo-nos à clonagem do ser humano individual. A humanidade é
valorizada por Deus, que nos criou à Sua imagem e a clonagem de um ser humano individual trata este ser como um objeto, negando desta forma a dignidade pessoal e o valor que nos são conferidos pelo Criador. (Génesis 1:27) Eutanásia (Incluíndo Suicídio Medicamente Assistido).

Acreditamos que eutanásia (fim intencional da vida de uma pessoa com doença terminal ou alguém portadora de uma doença
degenerativa e incurável que não é ameaça de vida imediata, com o propósito de por fim ao sofrimento) é incompatível com a fé cristã. Isto aplica-se quando a eutanásia é requerida ou consentida pela pessoa com doença terminal (eutanásia voluntária) ou quando a pessoa terminalmente doente não está mentalmente capacitada para dar o seu consentimento (eutanásia involuntária). Acreditamos que a rejeição histórica da eutanásia pela igreja cristã é confirmada pelas convicções cristãs derivadas da Bíblia e que são centrais à confissão de fé da Igreja em Jesus Cristo como Senhor. A eutanásia viola a confiança cristã em Deus como Senhor soberano da vida ao reivindicar o senhorio da pessoa sobre si mesma; viola o nosso papel como mordomos diante de Deus; contribui para a erosão do valor que a Bíblia coloca na vida e comunidade humanas; dá demasiada
importância à cessação do sofrimento; e reflete a arrogância humana diante de um Deus graciosamente soberano. Desafiamos o nosso povo a se opor veementemente a todos os esforços de legalização da eutanásia. Permitindo Morrer. Quando a morte humana é iminente, acreditamos que, tanto o retirar como o não iniciar de sistemas artificiais de apoio à vida, são
permitidos dentro dos limites da fé e prática cristãs. Esta posição aplica-se a pessoas que estejam num persistente estado vegetativo e aquelas aos quais a aplicação de meios extraordinários para o prolongamento de vida não traz nenhuma
esperança razoável de retorno à saúde. Acreditamos que quando a morte é iminente, nada na fé cristã requer que o processo de morrer seja artificialmente adiado. Como cristãos confiamos na fidelidade de Deus e temos a esperança da vida eterna. Isto faz com que os cristãos aceitem a morte como uma expressão de fé em Cristo, que venceu a morte no nosso lugar e roubou-lhe a vitória.

 

Sexualidade Humana

A Igreja do Nazareno vê a sexualidade humana como uma expressão da santidade e da beleza que Deus o Criador pretendeu para a Sua criação. É uma das vias pelas quais é selada e expressa a aliança entre um marido e esposa. Os cristãos devem compreender que no casamento a sexualidade humana pode e deve ser santificada por Deus. A sexualidade humana só alcança realização como um sinal de amor compreensivo e de lealdade. Maridos e esposas cristãos devem ver a sexualidade como parte do seu compromisso muito mais vasto, feito um ao outro e a Cristo de quem se extrai o significado da vida. O lar cristão deve servir de lugar no qual se ensina às crianças o caráter sagrado da sexualidade humana, e para lhes mostrar como o seu significado se realiza no contexto de amor, fidelidade e paciência. Os nossos ministros e educadores cristãos devem afirmar claramente o conceito cristão da sexualidade humana, urgindo os cristãos a celebrarem a sua devida excelência e a rigorosa guarda contra o que a possa trair ou distorcer. A sexualidade perde o seu propósito quando tratada como um fim em si própria, ou quando barateada pelo uso de uma outra pessoa para satisfazer interesses sexuais pornográficos ou perversos. Consideramos todas as formas da sexualidade humana que ocorrem fora do pacto do casamento heterossexual como distorção pecaminosa da santidade e da beleza que Deus quis ver nela. A homossexualidade é uma das formas pelas quais se perverte a sexualidade humana. Reconhecemos a profundidade da perversão que leva a atos de homossexualidade, mas afirmamos a
posição bíblica de que tais atos são pecaminosos e sujeitos à ira de Deus. Cremos que a graça de Deus é suficiente para subjugar a prática da homossexualidade (I Coríntios 6:9-11). Deploramos qualquer ação ou declaração que pareça implicar compatibilidade entre a moralidade cristã e a prática da homossexualidade. Urgimos que haja pregação e ensinos claros respeitantes aos princípios bíblicos quanto à moralidade sexual (Gênesis 1:27; 19:1-25; Levítico 20:13; Romanos 1:26-27; I Coríntios 6:9-11; I Timóteo 1:8-10).

 

Mordomia Cristã

Significado de Mordomia. Ensinam as Escrituras que Deus é Dono de todas as pessoas e de todas as coisas. Nós, portanto, somos Seus mordomos, tanto da vida como das possessões. Cabenos reconhecer que Deus é Dono e nós mordomos, e que todos seremos pessoalmente responsáveis perante Deus pelo desempenho da nossa mordomia. Deus, como um Deus de sistema e ordem em todas as Suas relações, estabeleceu um sistema de contribuições que reconhece o Seu senhorio sobre
todos os recursos e relacionamentos humanos. Por esta razão, todos os Seus filhos devem trazer fielmente seus dízimos e ofertas para o sustento do evangelho. (Malaquias 3:8-12; Mateus 6:24-34; 25:31-46; Marcos 10:17-31; Lucas 12:13-24; 19:11-27; João 15:1-17; Romanos 12:1-13; I Coríntios 9:7-14; II Coríntios 8:1-15; 9:6-15; I Timóteo 6:6-19; Hebreus 7:8; Tiago 1:27; I João 3:16-18) 1. Dízimos à Casa do Tesouro. O costume de trazer o dízimo à Casa do Tesouro é bíblico e procedimento regular e prático de entregar o dízimo na igreja de que se é membro. Assim, o financiamento da igreja deve basear-se no plano de trazer o dízimo à Casa do Tesouro, e a Igreja do Nazareno local deve ser considerada pelo seu povo como essa Casa do Tesouro.

Todos quantos fazem parte da Igreja do Nazareno são exortados a contribuir fielmente com um décimo de todos os seus proventos, como sua obrigação financeira mínima para com o Senhor, e com ofertas voluntárias adicionais, consoante as posses que Deus der, para o sustento de toda a igreja local, distrital, educacional e geral. O dízimo, providenciado para a Igreja do Nazareno local, deve ser considerado uma prioridade sobre todas as outras oportunidades de dar, as quais Deus pode colocar sobre os corações de Seus fiéis mordomos, para o apoio de toda a igreja. 2. Arrecadação e Distribuição de Fundos. Dado o ensino bíblico quanto à contribuição de dízimos e ofertas para o sustento do evangelho e para construção
de edifícios da igreja, nenhuma congregação nazarena deve usar qualquer método para a arrecadação de fundos que menospreze estes princípios, estorve a mensagem do evangelho, manche o nome da igreja, descrimine os pobres ou canalize erroneamente as energias do nosso povo em vez de as dedicar totalmente à disseminação do evangelho. Admoestamos as igrejas locais a que no gasto de fundos para satisfazer as despesas relativas aos programas local, distrital, educacional e geral da Igreja do Nazareno, adotem e ponham em prática um sistema de cotas financeiras e a que usem o método de pagar mensalmente as suas contribuições gerais, educacionais e distritais (130, 154, 155-155.2, 413.21.

3. Sustento do Ministério. “Assim, ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Coríntios 9:14). A igreja tem o dever de sustentar seus ministros, os quais foram chamados por Deus e, sob a direção da igreja, se entregaram inteiramente ao ministério. Exortamos, portanto, que os membros da igreja se dediquem voluntariamente à tarefa
de sustentar o ministério, mediante ofertas semanais, para este santo negócio, e que o salário do pastor seja pago com regularidade. (115.4, 131.3) 4. Doação Planeada e Adiada. No cumprimento da mordomia cristã é essencial que se dê
atenção cuidadosa ao que fica dos rendimentos e posses das quais o Senhor fez mordomo o cristão, no curso desta vida. A Igreja do Nazareno, reconhecendo a necessidade de uma mordomia fiel nesta vida e a visão dada por Deus para deixar um legado para o futuro, estabeleceu a Fundação da Igreja do Nazareno, para melhorar a mordomia cristã através da doação planeada e adiada. Frequentemente a lei civil não inclui provisões para que os bens deixados por alguém, ao morrer, sejam distribuídos para a glória de Deus. Cada cristão deve dar atenção ao preparo de seu testamento em forma cuidada
e legal, e recomendamos que, ao fazê-lo, se lembre da Igreja do Nazareno e seus diversos ministérios—missões, evangelismo, educação e benevolência, em seus níveis local, distrital, educacional e geral.

 

Oficiais da Igreja

Mandamos às nossas igrejas locais que elejam, como oficiais da igreja, somente pessoas que professem ter a experiência da inteira santificação; cujas vidas dêem testemunho público da graça de Deus que nos chama a um viver santo; que estejam em acordo total com as doutrinas, o governo e as práticas da Igreja do Nazareno; e que, fielmente, apoiem a igreja local com assistência regular, seus dízimos e ofertas voluntárias (113.9-113.10, 127, 145, 146).

 

Regras de Ordem

Sujeitos às leis aplicáveis, os Artigos de Incorporação e os Regulamentos de governo no Manual, as reuniões e procedimentos dos membros da Igreja do Nazareno, local, distrital e geral, bem como os comitês da corporação, serão regulados e controlados de acordo com Regras Parlamentares de Robert Recentemente Revistas (última edição) para procedimentos
parlamentares (113, 203, 300.3).

 


Emenda do Pacto de Conduta Cristã

As provisões do Pacto de Conduta Cristã podem ser rejeitadas ou emendadas por um voto de dois terços dos membros presentes e votantes de uma dada Assembléia Geral.

 


Doação de Órgãos

A Igreja do Nazareno exorta seus membros que não tenham objeções pessoais, a apoiarem a doação e a recepção de órgãos anatômicos através de testamentos e dádivas. Mais ainda, apelamos para uma distribuição moral e eticamente justa dos
órgãos aos qualificados para os receber (2001).

 

Discriminação

A Igreja do Nazareno reitera a sua posição histórica de compaixão cristã por pessoas de todas as raças. Cremos que Deus é o Criador de todos as pessoas, e que de um sangue todas foram criadas. Cremos que cada indivíduo, independentemente de raça, cor, gênero ou crença, deve ter igualdade perante a lei, incluindo o direito de votar, igual acesso a oportunidades educacionais, a todos as instalações públicas e, de acordo com a sua capacidade, igual oportunidade de ganhar a vida, livre de
qualquer discriminação profissional ou econômica. Exortamos nossas igrejas em toda a parte a que continuem e incrementem programas de educação para promover harmonia e compreensão racial. Cremos também que a admoestação bíblica de
Hebreus 12:14 deve guiar as ações do nosso povo. Exortamos que todos os membros da Igreja do Nazareno examinem humildemente as suas atitudes e ações pessoais para com outras raças, como primeiro passo para alcançar o alvo cristão de plena participação de todos na vida da igreja e de toda a comunidade. Realçamos de novo a nossa crença que a santidade
de coração e de vida é a base para uma vida justa. Cremos que a caridade cristã entre grupos raciais ou sexos diferentes existirá quando os corações dos homens forem transformados mediante completa submissão a Jesus Cristo, e que a
essência do verdadeiro Cristianismo consiste em amar a Deus de todo o coração, mente, alma e forças, e ao próximo como a si mesmo (2005).

 

Abuso de Desprotegidos

A Igreja do Nazareno abomina o abuso a qualquer pessoa de qualquer idade ou sexo; e apela para um aumento de consciência pública através de suas publicações e provendo informação educacional adequada. A Igreja do Nazareno reafirma a sua política histórica de que todos quantos atuam sobre a autoridade da igreja são proibidos de má conduta sexual e outras formas de abuso do desprotegido. Quando coloca pessoas em posição de confiança ou autoridade, a Igreja do Nazareno presumirá que
a conduta passada é, geralmente, indicadora segura de possível futura conduta. A Igreja recusará posições de autoridade a pessoas que previamente usaram uma posição de confiança ou de autoridade para se entregarem a má conduta sexual ou ao abuso do desprotegido, a não ser que passos apropriados sejam tomados para prevenir mau comportamento futuro. Expressões de remorso da parte da pessoa culpada não serão consideradas suficientes para anular a presunção de que é
provável que venha ocorrer futura má conduta, a não ser que as expressões de remorso sejam acompanhadas de observável mudança de conduta por suficiente espaço de tempo, de modo a indicar ser improvável uma repetição da má conduta (1997).

 


Responsabilidade para com o Pobre

A Igreja do Nazareno crê que Jesus ordenou a Seus discípulos terem um relacionamento especial com os pobres deste mundo; que a Igreja de Cristo deveria, primeiro, manter- se simples e livre de ênfase a riqueza e extravagância e, em segundo lugar, cuidar, alimentar, vestir e abrigar os pobres. Através da Bíblia e na vida e exemplo de Jesus, Deus Se identifica com e presta assistência a pobres, oprimidos e aos indefesos na sociedade que não podem falar por si mesmos. Da mesma maneira,
também nós somos chamados a identificar-nos e a estar em solidariedade com os pobres, e não simplesmente a oferecer-lhes caridade das posições de conforto onde nos encontramos. Cremos que os ministérios de compaixão a necessitados incluem atos de caridade assim como esforço em oferecer oportunidade, igualdade e justiça aos pobres. Cremos ainda que a responsabilidade cristã para com os pobres é um aspecto essencial na vida de cada crente na procura de uma fé que opera
através do amor. Finalmente, entendemos que a santidade cristã é inseparável do ministério aos pobres e que ela
leva o cristão para além de sua própria perfeição individual; conduz à criação de uma sociedade e mundo mais justos e imparciais. A santidade, ao invés de distanciar os crentes das desesperadas necessidades econômicas de pessoas em nosso mundo, motiva-nos a oferecer nossos recursos para as aliviar e, também, ajustar os nossos desejos de acordo com as necessidades de outrem. (Êxodo 23:11; Deuteronômio 15:7; Salmos 41:1; 82:3; Provérbios 19:17; 21:13; 22:9; Jeremias 22:16; Mateus 19:21; Lucas 12:33; Atos 20:35; II Coríntios 9:6; Gálatas 2:10)

 


Mulheres no Ministério

A Igreja do Nazareno apóia o direito de mulheres usarem na igreja seus dons espirituais outorgados por Deus. Afirmamos o direito histórico de mulheres serem eleitas e nomeadas para posições de liderança na Igreja do Nazareno, incluindo os
ofícios tanto de presbíteros como de diáconos. O propósito da obra redentora de Cristo é libertar a criação de Deus da desgraça da Queda. Os que estão “em Cristo” são novas criaturas (II Coríntios 5:17). Nesta comunidade redentora, nenhum ser
humano deve ser considerado inferior em bases de posição social, raça ou sexo (Gálatas 3:26-28). Reconhecendo o aparente paradoxo criado pela instrução de Paulo a Timóteo (I Timóteo 2:11-12) e à igreja em Corinto (I Coríntios 14:33-34), cremos que a interpretação destas passagens como limitando o papel de mulheres no ministério apresenta sérios conflitos com passagens específicas das Escrituras que recomendam a participação feminina em cargos de liderança espiritual (Joel 2:28-29; Atos 2:17-18; 21:8-9; Romanos 16:1,3,7; Filipenses 4:2-3), e viola o espírito e a prática da tradição Wesleyana de santidade. Finalmente, ela é incompatível com o caráter de Deus apresentado através das Escrituras, especialmente como revelado na pessoa de Jesus Cristo (2001).

 


A Igreja e a Liberdade Humana

Tendo a preocupação que a nossa grande herança cristã seja compreendida e salvaguardada, lembramos ao nosso povo que tanto a nossa liberdade política como a religiosa baseiam-se nos conceitos bíblicos da dignidade da humanidade como criatura de Deus e da santidade da consciência individual. Exortamos o nosso povo a participar em atividades apropriadas para apoiar estes conceitos bíblicos e a estar sempre vigilante quanto às ameaças a esta preciosa liberdade. Estas liberdades estão em constante perigo, por isso recomendamos com insistência a eleição, para cargos públicos em todos os níveis do governo, de pessoas que creiam nesses princípios e que respondam somente a Deus e perante o eleitorado que as elegeu para desempenhar um cargo público de confiança. Mais ainda, resistimos a qualquer violação destes princípios por grupos religiosos que procurem favores especiais. Cremos que o papel da Igreja deve ser profético e constantemente relembre às pessoas que “a justiça exalta as nações”. (Provérbios 14:34) (2005).

 


Guerra e Serviço Militar

A Igreja do Nazareno crê que a paz é a condição ideal do mundo e que se torna obrigação da Igreja Cristã usar a sua influência para encontrar meios que permitam às nações da terra viver em paz e devotar todos os seus recursos à propagação da mensagem da paz. Contudo, reconhecemos que vivemos num mundo em que forças e filosofias do mal estão ativamente em conflito com estes ideais cristãos, e que podem surgir emergências internacionais que levem uma nação a recorrer à guerra
para defender os seus ideais, liberdade e existência. Conquanto assim empenhada na causa da paz, a Igreja do Nazareno reconhece que a lealdade suprema do cristão é devida a Deus; portanto, a igreja não se empenha em vincular a consciência dos seus membros quanto à participação no serviço militar em caso de guerra, embora creia que o cristão, individualmente, na qualidade de cidadão, deve servir a sua nação por todos os meios compatíveis com a fé cristã e com o modo de vida cristão.
Também reconhecemos que, como conseqüência do ensino cristão e do anelo cristão por paz na terra, há entre os nossos membros indivíduos que têm objeções de consciência quanto a certas formas de serviço militar. Por isso, a Igreja do Nazareno reclama para esses seus membros as mesmas isenções e considerações, quanto ao serviço militar, concedidas a membros de organizações religiosas reconhecidamente anti-bélicas. A Igreja do Nazareno, através do seu secretário geral, estabelecerá um sistema de registro em que as pessoas que provem ser membros da Igreja do Nazareno possam declarar as suas convicções quanto a essas formas de serviço, por questões de consciência.

 

Criação

A Igreja do Nazareno crê no relato bíblico da criação (“No princípio criou Deus os céus e a terra…”—Gênesis 1:1). Opomo-nos a qualquer interpretação ímpia da origem do universo e da humanidade. Contudo, a igreja aceita como válidas todas as descobertas cientificamente verificáveis em geologia e outros fenômenos naturais, pois firmemente cremos que Deus é o Criador. (Artigos I.1., V.5.1, VII) (2005)

 

Evidência do Batismo com o Espírito Santo

A Igreja do Nazareno crê que o Espírito Santo testemunha do novo nascimento e da subseqüente obra da purificação do coração, ou inteira santificação, através do enchimento com o Espírito Santo. Afirmamos que a única evidência da inteira santificação, ou do enchimento com o Espírito Santo, é a purificação do coração do pecado original, pela fé, como se afirma em Atos 15:8-9: “E Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo, assim como a nós; e
não fez distinção alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé”. E esta purificação manifesta-se pelos frutos do Espírito numa vida santa. “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:22-24). Afirmar-se mesmo que qualquer evidência física, especial ou suposta, ou “linguagem de oração” constitui evidência do batismo com o Espírito, contraria a posição bíblica e histórica da igreja.

 

Pornografia

A pornografia é um mal que está minando a moral da sociedade. Materiais impressos e visuais que degradam a dignidade do ser humano e são contrários à perspectiva escriturística da santidade do matrimonio e da natureza saudável do sexo, devem ser rejeitados. Cremos que somos criados à imagem de Deus, e que a pornografia degrada, explora e abusa homens, mulheres e crianças. A indústria pornográfica tem por motivação a ganância, é inimiga da vida familiar, tem levado a crimes de violência, envenena a mente e destrói o corpo. Para honrarmos a Deus como Criador e Redentor, exortamos oposição ativa à pornografia, através de qualquer meio legítimo e apoiamos todos os esforços positivos visando alcançar para Cristo
aqueles que estão envolvidos neste mal. Modéstia Cristã no Vestuário Reconhecendo o aumento da tendência da moda para a
imodéstia no vestir, em lugares públicos, lembramos ao nosso povo o nosso conceito Cristão da modéstia como uma expressão da santidade e exortamos que modéstia Cristã seja sempre exercida em lugares públicos. Abuso de Substâncias Químicas A Igreja do Nazareno continua tendo forte objeção ao uso de estupefacientes, considerando-os um mal social. Exortamos os membros da igreja a exercerem um papel ativo e altamente visível, bem como a participarem na educação relativa ao abuso de estupefacientes e à compatibilidade desse uso com a experiência cristã e uma vida santa.

Uso Social de Bebidas Alcoólicas A Igreja do Nazareno publicamente denuncia a prática do consumo do álcool em reuniões sociais. Nós exortamos agências e organizações cívicas, de trabalho, de negócios, profissionais, sociais, voluntárias e privadas a cooperarem na rejeição da imagem social do consumo do álcool, para combater a publicidade e a promoção da aceitabilidade social da “cultura do álcool” feita pelos meios de comunicação. Tabaco, Seu Uso e Publicidade A Igreja do Nazareno exorta o seu povo a pronunciar-se contra o uso do tabaco, tanto como um risco à saúde como um mal social. A nossa posição
histórica firma-se na Palavra de Deus, onde somos admoestados a manter os nossos corpos como templos do Espírito Santo (I Coríntios 3:16-17; 6:19-20). A nossa posição contra o uso do tabaco em todas as suas formas é fortemente apoiada por
evidência médica, documentada por numerosas agências sociais, governamentais e de saúde à volta do mundo. Estas agências
têm demonstrado que é um grande risco para a saúde, e mostrado conclusivamente que o seu uso pode produzir modificações sérias e permanentes na fisiologia normal do corpo. Reconhecemos que os nossos jovens são grandemente influenciados pelos milhões gastos na promoção do tabaco e do mal idêntico que é a bebida alcoólica. Endossamos banir toda a
publicidade do tabaco e de bebida alcoólica em revistas, cartazes, rádio e televisão. HIV/AIDS/SIDA Vírus de Imunodeficiência Humana/ Síndrome de Imunodeficiência Adquirida Desde 1981, o nosso mundo tem sido confrontado pela mais devastadora doença conhecida como HIV/AIDS/SIDA. Perante a profunda necessidade dos que sofrem de HIV/AIDS/SIDA, a compaixão
cristã nos motiva a que sejamos corretamente informados acerca de HIV/AIDS/SIDA. Cristo desejaria que encontrássemos um meio de comunicar o Seu amor e cuidado aos que assim sofrem em todo e qualquer país do mundo. (2001)

Os nossos agradecimentos à Casa Nazarena de Publicações, na pessoa De seu diretor executivo, Rev. João Arthur de Souza, pelo envio dos arquivos digitalizados.